quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O homem angular.


Mármore do Espírito Santo peça de 1995. Série Poliedros.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dafne.


Mármore do Espírito Santo. Peça da série "Bailarinas"

sábado, 22 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Faces de luz


Mármore do Espírito Santo. Peça da série Poliedros.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

Uma Deusa- Afrodite. Mármore de Carrara.



Tomo a liberdade para publicar a foto de "minha"Afrodite. A pessoa que serviu de modelo não viu a obra pronta. Pelo menos acho que não viu. Não quero errar por omissão. Desta forma aí está ela novamente. Uma deusa.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Realismo Egípcio. Guerreiro morto.Mármore do ES.


Quando lembramos da escultura egípcia geralmente nos vem a imagem de esfinges monumentais, blocos de rocha imensos formando colossos à margem do Nilo. Em todos momentos as figuras com o mesmo rosto bem delineado sobre corpos de animais formando seres híbridos que estão além de nossa imaginação. Tudo isso nos faz pensar que os artistas egípcios jamais tiveram uma preocupação estética, um ideal de formas, além de somente satisfazerem
seus deuses ofertando-lhes estátuas e efígies que em nada lembrassem a realidade terrena. Entretanto em meio a essa tempestade votiva existiu um pequeno período, onde os escultores gozaram de plena liberdade para retratar os seres humanos como tais lhes pareciam. Um período curto é verdade, mas prenhe em realizações artísticas.

Isso aconteceu durante o reinado de Amen-hotep IV ou Amenophis ou ainda como se tornou mais conhecido, Akhenaton, (luz de Atón). Este homem ficou famoso por ser o primeiro e único faraó monoteísta no Egito. Podemos imaginar a repercussão de um reinado destes no Egito antigo. Se não ficasse famoso por isso, certamente ficaria por desposar Nerfertiti. A beleza da rainha ultrapassou os muros dos templos de Atón. Viajando os séculos chegando até nossos dias como a mulher mais linda da antiguidade. Graças as liberdades dadas aos artistas durante este reinado é que hoje podemos admirar toda essa beldade. A efígie de Nefertiti estabeleceu padrões para o rosto feminino que perduram até a atualidade.

Akhenaton ordenou aos seus escultores e pintores que deveriam retratá-lo e aos seus familiares, como realmente eram. Esse ato revolucionou as artes durante o seu curto reinado determinando novos valores para as proporções humanas. Neste momento acabaram aquelas figuras estranhas e desenhos de pessoas com o corpo visto frontalmente e as cabeças de perfil. As pessoas comuns, não somente os nobres, passaram a ter identidade e não como antigamente onde todos possuíam rostos iguais.

Nasce o "realismo egípcio". Algo que nos parece impossível, mas durante este pequeno espaço de tempo, os artistas, principalmente escultores puderam exercer a magia da liberdade em sua criação. O guerreiro morto, peça de 1995 é um estudo sobre esse momento da arte agípcia, onde a beleza era respeitada, assim como a dor e o sofrimento. Virtudes e sentimentos essencialmente humanos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Minimalismo. Em tudo. Foto: obra de Donald Judd


O movimento chamado "Minimalismo" foi criado nos anos 60 por um grupo de pintores. Apesar de ser concebido por pintores, o movimento atingiu o seu apogeu na escultura. Quando os escultores adotaram o construtivismo, imaginaram talvez que nada poderia ser mais contemporâneo, o minimalismo chegou e reacendeu a discussão. Donald Judd era considerado excessivamente geométrico até mesmo para os conceitos do construtivismo. Alguém ou ele mesmo, em 1960 enquadrou a sua escultura dentro da escola minimalista. A partir daí Judd exerceu a facilidade de síntese e o geometrismo despojado que eram considerados excessivos. Estranhamente, o minimalismo despreza excessos e magistralmente Judd inverteu os conceitos sepultando definitivamente o que havia se tornado um problema.


Mas todo movimento traz consigo uma gama de "aproveitadores" ou pseudo artistas. O minimalismo escondia e esconde até hoje, muitas das incompetências disfarçadas em "artes conceituais". Exatamente alguns que não sabem absolutamente técnica alguma, passaram a usar a suposta ausência de formas para imprimirem gestos em objetos sem alterações. Inicialmente, todos praticamente se enquadravam como "Dadaístas tardios", depois descobriram a brecha criada por Marcel Duchamp por onde entraram com tudo. A confusão de alguns se transformou na única alternativa para muitos. Os objetos do cotidiano tornaram-se suporte para a arte conceitual, porém com pouca ambientação estética, com raras exceções.


Minimalismo não significa ausência. É uma linguagem sem excessos e sintética. No entanto deve conter alguma ideia, pensamento portanto criação. A obra por si só deve ter o poder de transmitir essa ideia, exemplo da música, teatro, poesia e outras manifestações do gênero. As artes plásticas sofrem o prejuízo de não ter tanta facilidade de comunicação, porém também precisa de embasamento técnico o que não vem acontecendo na arte conceitual. Minimalismo não é arte conceitual, entretanto alguns recorrem a ele quando não conseguem explicar a sua obra.


Se perguntarmos para o artista plástico Tunga,(Antônio José de Barros Mourão) se a sua obra se enquadra como minimalista, certamente responderá que não. A poética de Tunga ultrapassou as fronteiras dos conceitos e isso é puramente "arte conceitual".

sábado, 18 de julho de 2009

Figura reclinada em duas partes-Henry Moore


A escultura moderna iniciou seu ciclo em Picasso e Henry Moore e fechou nesses mesmos artistas. Picasso provou que era possível realizar uma ideia sem precisar alterá-la. Inverteu a relação entre espaço e a matéria, de tal forma que suas esculturas de ferro mais pareciam desenhos tridimensionais. Alexander Calder conseguiu com o movimento dar leveza e suavidade às suas peças, já o mestre espanhol apostou no estático e conseguiu o mesmo resultado. Henry Moore tomou outra direção. Não se preocupou em tirar a massa de suas obras, pelo contrário, apostou nas formas gigantes. Suas construções eram inspiradas em titãs tais como árvores gigantescas e o maior animal terrestre, o elefante. Mesmo assim suas esculturas passam uma ideia de cálida ternura. Parece perfeitamente normal olharmos uma massa de cinco metros em bronze sobre um belo gramado. É tão aceitável quanto as ovelhas pastando ao seu lado. A questão é que Moore não deixou a monumentalidade interferir no resultado estético. O escultor inglês deixou ainda um legado importante. Talvez mais que a grandeza de suas esculturas. Ele provou que por mais que fragmentasse a figura, jamais desmembraria a sua ideia inicial. A maioria dos escultores modernos passou a enxugar as formas até a abstração total. Isso fez com que a figura deixasse de existir dando a impressão de que a peça final em nada lembrasse a original. Tanto que a escultura abstrata chegou ao ponto de não necessitar mais da realidade. Henry Moore manteve a figura intacta. No invés de abstraí-la, dividiu-a em duas, três ou mais partes. Entretanto a ideia original permaneceu perfeitamente identificável. Enquanto o cubismo fragmentava o conteúdo das telas sem a preocupação que o resultado fosse identificado, Moore permaneceu fiel ao figurativo criando uma escultura descritiva. Figura reclinada, na foto, é sem dúvida a sua peça mais representativa nessa linguagem. Talvez tenha sido a sua obra mais repetida em diversas posições e tamanhos. Partiu de figuras inteiras até chegar em pequenas partículas, depois remontou-a diversas vezes até definir quantas e quais seriam as obras construídas.


Henry Moore influenciou várias gerações de escultores. Talvez tenha sido o mais inspirador para artistas ocidentais. A verdade é que ele abriu caminhos importantes para quem iniciava o estudo de escultura nos anos cinquenta e sessenta. Facilitou em muito a comprensão da estilização aplicada à realidade. Os monumentos passaram a ter uma função alusiva e ao mesmo tempo passando uma mensagem clara sem ser direta. As peças em praças, parques e edifícios públicos podiam descrever uma alegoria de forma poética sem que fossem necessárias as figuras reais dos personagens.


Tudo isso devemos a Henry Moore, o mestre do gigantismo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Relevo - Carrara


Sempre me interessei por relevos. A parte das aulas de geografia que amedrontava os meus colegas, me fazia viajar. Uma pedra de granito, para mim era como um mapa. Em seu relevo eu imaginava um mundo, com montanhas, rios, cidade e oceanos.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Nair- Mármore do Espírito Santo. Peça do acervo da Casa Arte Canoas.


Um pedaço de pedra. Em vão.
De nada serve é tudo tempo perdido.
Um pedaço de vida que será esquecido.
Neste caminho, onde tudo é ilusão.

Um pedaço de tempo esquecido
uma pedra perdida
uma vida iludida
um caminho em vão.

sábado, 11 de julho de 2009

Arte


Arte não é o resultado de um trabalho, por mais complexo que ele seja.

É a manifestação sobre o ser humano independente de sua vontade. Uma escultura, pintura, gravura ou performance são objetos ou atitudes como quaisquer outras. A arte é a força que fez com que essas obras existissem. A arte aconteceu enquanto o homem as produzia. Há uma tendência de chamarmos artista a qualquer pessoa que lida com algum produto dessa atividade. Para alguém se tornar um artista, não basta estudar arte. Isso somente lhe dará algum conhecimento sobre alguma técnica que irá lhe proporcionar habilidade para produzir algum objeto. Durante essa produção a arte se manifestará, mas se isso o tornará um artista, não sabemos. Um artista não cria apenas uma obra. Ele cria um novo pensamento sobre determinada vertente. Tem uma trajetória e durante essa ele estabelece conceitos e parâmetros. Estes elementos serão objetos de estudo, traçarão outros caminhos determinando divisores de linguagens. Poucos chegam nesse patamar. Alguns são chamados de gênios, outros são lembrados por sua trajetória e suas obras.


Uma certeza podemos ter, quando Vincent Van Gogh criou o "Girassóis", não estava pensando em decorar nenhum aposento com ele.

A arte estava em Van Gogh, suas pinturas são o resultado dessa manifestação. São obras "da arte", feitas por um "artista".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Repouso de Helena-Carrara (Detalhe)


Teu rosto sereno parece encoberto pelas brumas.

Como uma flor, sem pétalas, sem cor e nem perfume.


Só o silêncio.

domingo, 7 de junho de 2009

Bailarina alada-Mármore


A série "Mulheres Aladas" acabou engolindo parte de outras séries. Um exemplo "As Bailarinas" agora também ganharam asas. Na verdade penso que já tinham, mas só há pouco começaram a voar.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Íris - Peça da série: Mulheres Aladas. Mármore.


Íris, a correpondente feminina de Hermes. Além de mensageira das deusas, Iris também é considerada a irmã e mãe das harpias. Mãe adotiva, pois sabemos que a verdadeira mãe das harpias é outra deusa. A simpática Electra.