domingo, 11 de outubro de 2009
Torsos Ímpares
Torsos Ímpares.
Dois enfoques diferentes sobre o mesmo tema.. Primeiro um torso baseado na série "Portais". Um volume superior força o movimento para trás como se um corpo estivesse iniciando um caminhar. Segundo, um torso da série "Corpofinito", perfeitamente identificável.. No decorrer do vídeo é fácil perceber que aparecem mais dois ou três torsos. Ao fundo "Lilith" da série "Mulheres Aladas" e um torso de alumínio também das Mulheres Aladas.
sábado, 10 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Nas trilhas dos Portais
Os Portais são santuários nos quais nossos antepassados
buscavam a compreensão de significativos enigmas.
Talvez isso nos conduza para uma metáfora vazia
já que se entende que santuário é algo físico perfeitamente
identificável. Já "portal" pode ser relacionado com diversas
decorrências. Por crer que os primeiros santuários não foram
edificados pelo homem, penso exatamente que lugares "santificados"
advinham diretamente da natureza e também eram abundantes.
Portal indica passagem, abertura e logicamente divina.
Nada nos impede de pensar que a afluência humana para algum
santuário era determinada pela expectativa de respostas às suas
mais intrigantes indagações...
Através dessas aberturas passariam as respostas. Vindas de onde?
Certamente de algum lugar onde vivessem os detentores do saber
que eram ninguém menos que os "Deuses". Seria perfeitamente
plausível que seres humanos reunidos em torno de um portal
aguardassem ansiosamente as respostas enviadas pelos Deuses através
dessas aberturas.. Talvez esperassem até...os próprios Deuses?
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Nanda -Carrara
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Dueto das bailarinas aladas- Carrara
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
Terraço de Café à Noite.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Princípio 1

Passei quase uma década longe do meu atelier. Durante esse tempo meu lugar de trabalho se transformou em sede de reuniões do Lions juvenil. Não sei se é exatamente esse o título do grupo e a gurizada ocupou o espaço sem deixar maiores rastros. Assim que saí deixei a figura do Giramundo suspensa pelo braço de arame na parede.
Quando voltei ele estava exatamente no mesmo lugar, porém com o acréscimo de um pequeno cartaz onde se lê: " Princípio 1 - Interesse-se sinceramente pelas outras pessoas".
O vagabundo nunca esteve tão apropriadamente colocado. Há mais de duas décadas ele ostenta seus andrajos nessa mesma parede, da metade deste tempo para cá, uma frase de múltíplos sentidos coloca-o numa dimensão acima das vaidades humanas.
Não sei qual dos jovens teve essa ideia. Talvez tenha sido uma coincidência, ou uma atitude juvenil movida pela curiosidade meramente especulativa. Na verdade isso não importa, o Giramundo adquiriu seu espaço. Penso que há coisas inexplicáveis fazendo parte de resultados. Pequenas coisas, mas por onde o mundo gira.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Sonho entre sombras-Repouso de Helena-Carrara
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Giramundo vagabundo. Madeira-arame-bandagens.

Uma frase de Lin Yutang ecoa em minha memória: " O vagabundo sempre será imune às ditaduras". Na verdade a frase não é assim, pois não lembro integralmente. O livro "A importância de viver" é um baú de tesouros. Vou pedir ajuda à minha amiga Helena Erthal que é a única pessoa na galáxia que posso afirmar que além de mim, leu este livro. Ela certamente poderá corrigir a frase, mas o sentido é mais ou menos esse é o espírito livre do vagabundo que nos torna protegidos das ditaduras.
Essa peça de 1983 sintetiza as minhas ideias em torno da figura. Como posso transformar uma única obra em dois conceitos antagônicos. Giramundo é duas personalidades é um poeta e um vagabundo. Como poeta ele recebeu o tratamento nobre do bronze, viajou pelo mundo até se fixar numa coleção na Itália. Como vagabundo ele se mantém sob minha guarda. Seus farrapos dia a dia perdem partículas que alimentam traças. Toda vez que por descuido lhe toco, ele solta em meus olhos o pó de duas décadas. Entretanto essa é a forma que mais admiro e respeito. É como eu lhe dei a vida, Giramundo vagabundo.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Avant Garde.- Ricardo Kersting e Nani
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Na verdade a gente nunca tem a noção exata da importância que se representa para alguém.
Engraçado era ouvir nossos nomes vinculados a movimentos de vanguarda para outras pessoas parecíamos extra terrestres. Podíamos rir de todas situações e algumas atitudes nossas eram tidas como excêntricas, mas copiadas em muitos casos.
O que não nos ensinaram, se tentaram ensinar, certamente não aprendemos, era como lidar com coisas que escapavam tão fácil do nosso controle. A estampa vanguardista de repente se tornava pejo, apenas uma lembrança dos tempos de estudantes irreverentes, para rapidamente nos tornarmos ilustres desconhecidos, arremedos de ícones e finalmente marginalizados.
Fico impressionado ao perceber que em tão pouco tempo o mundinho das artes numa cidade grande fica estreito, rarefeito e elitizado. Neste englobar, muitos talentos se perdem muitos desistem antes de alcançar algum sucesso. Alguns se tornam conhecidos noutras paragens e isso é muito comum. Mas a maioria vira joguete nas mãos dos poderosos, impotentes tentando sobreviver à exploração moral e econômica.
"Ontem todos os meus problemas pareciam distantes". Paul McCartney.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A obra acabada.- Doris. Mármore do Espírito Santo.

Passei grande parte da minha estrada buscando o acabamento perfeito, o brilho, a luminosidade resplandecente ao ponto de refletir a incredulidade dos observadores. Quanto tempo perdido. Se o polimento significasse uma arte final teríamos que pensar em colocar os melhores porcelanatos em galerias de arte. Não somente como piso, mas como obras de arte prontas para o consumo. Ao estudar a escultura aprendi a valorizar a intenção do artista, não apenas o acabamento visível, mas principalmente tudo aquilo que ele deixou de "fazer" em seu trabalho e os motivos pelos quais ele assim procedeu.
Atrás da conclusão de uma obra, se esconde a essência da mesma. Muitas vezes o escultor entende que a peça, aparentemente inacabada, já cumpriu o seu objetivo. Ele imprimiu em suas formas tudo o que fazia parte de seu projeto. Quaisquer cortes, aprofundamentos, polimentos ou outro procedimento estariam tangenciando o excesso. A suposta falta não pode ser questionada, e nem é detectada por alguém alheio à concepção da obra, até porque isto pode nem ter passado pela cabeça do artista. Mas o excesso sim. Além de ser facilmente percebido, quase sempre denuncia a imperícia e a falta de domínio.
Não quero ficar criticando aqueles que buscam aprimorar o polimento de suas obras, são julgamentos exclusivos de cada escultor. Entretanto, da minha parte quero me dedicar mais profundamente às formas. A pedra tem que estar sob meu comando e nela vou gravar aquilo que compreendo como parte essencial da minha escultura.
Se o polimento fosse tão importante assim, poucas peças de Rodin, Michelangelo, Brancusi, Picasso, Moore e outros seriam consideradas concluídas.
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