
Dura doura sob o sol,
ainda silhueta vaga, vadia!
Mas não se imagina só pedra,
mais que pedra é dolomita
pensa ter alma.
Quer ser âmbar,
quer ser torso,
terá nome?
Será Helena,
a troiana sem Páris,
seu cativo.
Que cego vagou pelo Egeu ao
fim do mundo!
Também pedra se tornou!
Pedras não têm nomes
mas têm alma!
Ricardo Kersting